
De ração e banho e tosa a veterinários, medicamentos, acessórios e serviços especializados: os animais ganharam espaço dentro das famílias — e movimentam uma enorme cadeia de negócios
Tem gente que chama de cachorro.
Tem gente que chama de gato.
E tem gente que chama de filho.
Uma coisa, porém, é difícil de ignorar: os pets ocupam cada vez mais espaço na vida dos brasileiros — e isso também está transformando a economia.
O mercado pet brasileiro movimentou R$ 77,96 bilhões em 2025, segundo dados da Abempet. O valor representou crescimento nominal de 3,45% sobre 2024, embora tenha ficado abaixo da inflação do período.
E Brasília também faz parte dessa transformação.
🐕🐈 NÃO É SÓ RAÇÃO
Quando se fala em mercado pet, muita gente pensa imediatamente em pet shop.
Mas o setor é muito maior.
A cadeia envolve:
🐶 alimentação
🐱 medicamentos
🩺 consultas e serviços veterinários
✂️ banho e tosa
🦴 acessórios
🛏️ camas e produtos de conforto
🧸 brinquedos
🏨 hospedagem
🚕 transporte
🎓 adestramento
📸 fotografia
🧴 higiene e estética
❤️ planos e serviços de saúde animal
Segundo a Abinpet, os alimentos industrializados são o maior segmento do mercado pet brasileiro, com R$ 40,8 bilhões em 2024, seguidos pela criação e venda de animais, produtos veterinários e serviços veterinários.
Ou seja: o cachorro que entra no pet shop para tomar banho pode movimentar uma cadeia econômica muito maior do que parece.
❤️ QUANDO O PET VIRA PARTE DA FAMÍLIA
Uma das explicações para a expansão do setor está na mudança da relação entre pessoas e animais.
O Instituto Pet Brasil aponta uma média de 1,8 animal de estimação por residência no Brasil.
Com essa proximidade, os tutores passaram a procurar produtos e serviços que vão além do básico.
Não basta apenas alimentar.
Existe uma preocupação crescente com saúde, higiene, conforto, segurança, alimentação adequada e qualidade de vida.
E isso abre espaço para negócios cada vez mais especializados.
🏪 O PEQUENO EMPREENDEDOR TAMBÉM ENTROU NESSA HISTÓRIA
O crescimento do setor não acontece apenas nas grandes redes.
Um levantamento do Sebrae baseado em dados da Receita Federal apontou que a abertura de micro e pequenas empresas no segmento pet cresceu 22% entre 2023 e 2025, com mais de 41,6 mil novos pequenos negócios no período.
É a chamada economia pet chegando também aos bairros.
O empreendedor que abre um pequeno banho e tosa.
A clínica veterinária de bairro.
O profissional que trabalha com adestramento.
O fabricante artesanal de acessórios.
O serviço de hospedagem domiciliar.
A loja especializada em alimentação.
São negócios que surgem para atender uma demanda cada vez mais específica.
🩺 E A SAÚDE DOS ANIMAIS GANHOU IMPORTÂNCIA
Outro setor que acompanha essa transformação é o veterinário.
Em 2024, os produtos veterinários movimentaram aproximadamente R$ 7,8 bilhões, enquanto os serviços veterinários chegaram a R$ 7,7 bilhões, segundo a Abinpet.
Isso ajuda a explicar por que clínicas, hospitais veterinários, laboratórios e serviços especializados passaram a ocupar um espaço cada vez maior no mercado.
E existe também uma questão de saúde pública.
🐾 BRASÍLIA TEM UMA GRANDE DEMANDA POR CUIDADOS ANIMAIS
No Distrito Federal, o poder público mantém programas de vacinação, castração e atendimento relacionados à saúde e ao bem-estar animal.
Em 2026, por exemplo, o GDF manteve campanhas gratuitas de vacinação antirrábica e abriu milhares de vagas para castração de cães e gatos. Em julho, foram anunciadas 1,8 mil vagas gratuitas para castração.
Em agosto de 2026, a campanha antirrábica urbana aplicou 41.756 doses em um único sábado, segundo a Agência Brasília.
São números que mostram que a relação com os animais também envolve políticas de saúde pública, controle populacional e prevenção de zoonoses.
🏙️ E BRASÍLIA?
A capital possui um público consumidor diversificado e uma grande quantidade de bairros com forte concentração residencial.
Isso cria espaço para diferentes modelos de negócio.
Há desde grandes lojas especializadas até pequenos



