Festival reuniu 863 mil pessoas e 370 mil motocicletas durante dez dias; passeio final levou cerca de 40 mil motociclistas às ruas de Brasília

O ronco dos motores diminuiu, os palcos foram desmontados e a Cidade da Moto começou a voltar à rotina.
Mas os números deixados pelo Capital Moto Week 2026 mostram que o festival terminou maior do que começou.
Realizado entre 23 de julho e 1º de agosto, no Parque de Exposições da Granja do Torto, o evento recebeu 863 mil visitantes e 370 mil motocicletas, segundo dados divulgados pela organização.
Os números superaram as projeções iniciais, que apontavam para aproximadamente 800 mil pessoas e 300 mil motos.
Foram dez dias em que Brasília respirou rock, motocicletas, turismo, gastronomia e cultura.
🏍️ 370 mil motos passaram pela Cidade da Moto
O número impressiona.
Foram aproximadamente 370 mil motocicletas contabilizadas durante o festival, segundo a organização.
Motociclistas de diferentes estados e países participaram da programação, transformando a Granja do Torto em um enorme ponto de encontro da comunidade motociclista.
O festival também reuniu centenas de motoclubes.
Mais do que um evento de entretenimento, o Capital Moto Week mostrou a força de uma comunidade que utiliza a motocicleta como meio de transporte, lazer, estilo de vida e forma de conexão social.
🎸 O rock foi protagonista
Durante dez dias, cinco palcos receberam 105 atrações musicais.
A programação atravessou diferentes gerações do rock.
Passaram pelo festival nomes como:
- Nazareth;
- Eagle-Eye Cherry;
- Di Ferrero;
- Supla;
- Raimundos;
- Matanza Ritual;
- Marcelo Falcão;
- Tihuana;
- Barão Vermelho.
O encerramento, em 1º de agosto, teve como principal atração o Barão Vermelho em encontro com sua formação original.
O resultado foi uma mistura de gerações.
Pais que cresceram ouvindo rock dividiram espaço com filhos que descobriram esses artistas posteriormente.
🌎 Brasília se transforma em destino turístico
Um evento desse tamanho não movimenta apenas o local onde acontece.
Durante dez dias, hotéis, restaurantes, bares, postos de combustíveis, lojas, serviços de transporte e comércio receberam visitantes atraídos pelo festival.
Motociclistas que percorrem centenas ou milhares de quilômetros para chegar à capital também acabam conhecendo Brasília.
E esse é um dos maiores legados do evento.
A cidade deixa de ser apenas o destino final.
Brasília passa a fazer parte da experiência da viagem.
🏍️ O passeio que encerrou a festa
No sábado, 1º de agosto, o tradicional passeio de motos marcou o encerramento do festival.
Cerca de 40 mil motociclistas, segundo estimativa da organização, participaram do percurso pelas principais vias de Brasília.
Um dos momentos mais simbólicos foi a passagem pela Ponte JK, um dos cartões-postais da capital.
A imagem de milhares de motocicletas ocupando as vias de Brasília mostrou a dimensão que o festival alcançou.
Para quem estava nas ruas, foi impossível não perceber.
Brasília estava sobre duas rodas.
❤️ O Capital Moto Week também foi sobre pessoas
Talvez essa seja a parte menos visível do festival.
Por trás das motocicletas e dos grandes shows existem histórias.
Amigos que se reencontram todos os anos.
Motoclubes que percorrem estradas inteiras para chegar à capital.
Famílias que transformam a viagem em tradição.
Empreendedores que encontram no evento uma oportunidade de negócios.
Artistas que encontram um grande público.
E pessoas que simplesmente querem viver alguns dias diferentes.
O festival construiu, ao longo dos anos, uma comunidade própria.

🤝 Vila do Bem levou cidadania para dentro do festival
A edição 2026 também reforçou a dimensão social do evento.
A Vila do Bem realizou três dias de atividades gratuitas, reunindo serviços, cultura, inclusão e ações sociais.
Segundo reportagem do Jornal de Brasília, a programação buscava beneficiar mais de 17 mil pessoas e contou com cerca de 1,8 mil participantes de projetos sociais.
O espaço mostrou que um grande festival pode utilizar sua estrutura para levar serviços e oportunidades a pessoas que talvez não fossem ao evento apenas pelos shows.
♻️ Sustentabilidade entrou na programação
Outra marca do Capital Moto Week é a tentativa de transformar sustentabilidade em parte da experiência.
O festival trabalha com o conceito Lixo Zero, buscando reduzir o volume de resíduos enviados aos aterros.
A organização estabeleceu para 2026 a meta de desviar 90% dos resíduos dos aterros por meio de reciclagem, reutilização ou compostagem.
Também foram mantidas ações relacionadas à acessibilidade, inclusão e compensação das emissões de carbono.

🌟 Uma edição maior do que a esperada
Antes do evento, a expectativa era de cerca de 800 mil pessoas.
O resultado final divulgado pela organização chegou a 863 mil visitantes.
Também foram contabilizadas 370 mil motocicletas, acima da projeção inicial de 300 mil.
Os números confirmam a dimensão que o Capital Moto Week alcançou.
Brasília não recebeu apenas um festival.
Recebeu uma verdadeira cidade temporária dedicada ao motociclismo, à música e à cultura.
🏙️ Brasília ganhou
Quando um grande evento termina, normalmente ficam apenas as lembranças.
Mas, no caso do Capital Moto Week, existe algo além.
Durante dez dias, Brasília recebeu visitantes, movimentou sua economia, colocou seus espaços turísticos em evidência e reforçou sua imagem como destino de grandes eventos.
E existe também uma imagem que ficará na memória de quem acompanhou o encerramento:
milhares de motociclistas atravessando Brasília em direção à Ponte JK.
Um espetáculo que dificilmente passa despercebido.
🏍️ A estrada continua
O Capital Moto Week 2026 terminou.
Mas a história não acabou.
A organização já confirmou a próxima edição para 22 a 31 de julho de 2027.
Até lá, as motos voltam às estradas.
Os motoclubes voltam para suas cidades.
Os amigos começam a planejar o próximo encontro.
E Brasília volta à sua rotina.
Mas uma coisa ficou comprovada:
quando a capital brasileira decide acelerar, ela sabe fazer barulho.
❤️ Brasília no Coração — porque Brasília também tem velocidade, música e histórias para contar.




